Unidade 3
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Curso: | [Turma 1 / 2018] Introdução à Teoria Musical |
Livro: | Unidade 3 |
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Data: | sexta-feira, 4 abr. 2025, 11:03 |
1. Escalas musicais
Olá! Vamos começar esta unidade falando sobre o que são escalas musicais.
Escalas musicais
Uma escala musical pode ser definida como:
1) Um grupo de notas musicais que derivam do material escrito de uma composição musical;
2) Uma sequência ordenada de tons.
Por exemplo: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó...Essa sequência de distâncias foi: tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom…
Escala maior
Essa escala que foi mostrada acima é chamada de “escala maior”. Poderíamos utilizar essa mesma sequência começando de uma outra nota, por exemplo, sol.
A escala então seria sol, lá, si, dó, ré, mi, fá#, sol… A mesma lógica foi seguida (tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom).
No primeiro caso, formamos a escala de dó maior. No segundo caso, a escala maior de sol.
Seguindo a mesma lógica podemos montar a escala maior de todas as 12 notas que conhecemos. Faça este exercício e depois confira abaixo a resposta. Mostraremos a escala maior das 7 notas básicas:
Fonte: http://www.descomplicandoamusica.com/escalas-musicais/
Escala menor
A chamada “escala menor” é formada a partir da seguinte sequência:
tom, semitom, tom, tom, semitom, tom, tom...
Vamos construir a escala de dó menor. Basta seguir essa sequência dada começando pela nota dó. Fica assim:
dó, ré, ré#, fá, sol, sol#, lá#, dó… repetindo o ciclo.
As notas ré#, sol# e lá# equivalem, respectivamente, a mib, láb e sib. Poderíamos reescrever então a sequência acima como:
dó, ré, mib, fá, sol, láb, sib, dó.
Note que a escala é a mesma; a única diferença é que antes ela estava escrita com sustenidos (#), e agora ela foi escrita com bemóis (b). Geralmente a escala menor de dó é escrita da segunda forma e não da primeira. Por que simplesmente nela todas as 7 notas apareceram (com ou sem alterações).
No primeiro caso, a nota si não aparece. Isso não faz diferença. Mas nas literaturas você provavelmente vai encontrar a segunda descrição, pelo motivo mencionado.
Na realidade, a preferência pela segunda descrição tem um sentido mais profundo, pois facilita a observação das funções harmônicas, mas não se preocupe com isso agora.
Confira então as digitações (em partitura e tablatura) da escala maior e da escala menor de Dó:
Escala Dó maior
Fonte: http://www.descomplicandoamusica.com/escalas-musicais/
Obs: Caso você seja tecladista/pianista e ainda não aprendeu partitura, confira a digitação no teclado abaixo:
Fonte: http://www.descomplicandoamusica.com/escalas-musicais/
Escala Dó menor
Fonte: http://www.descomplicandoamusica.com/escalas-musicais/
Fonte: http://www.descomplicandoamusica.com/escalas-musicais/
Obs: No violão/guitarra, para se obter a escala de outra nota, basta deslocar esse mesmo desenho para a nota que se deseja. Experimente testar fazendo esse mesmo desenho (mesmo shape) partindo da nota Ré. Depois confira as notas geradas comparando com a tabela que mostramos anteriormente.
Isso significa que só precisamos decorar um desenho para cada escala! No teclado, não temos esse privilégio. Porém, o teclado apresenta outras inúmeras vantagens facilitadoras. Cada instrumento tem seus prós e contras!
No teclado/piano, conhecendo a localização das notas, basta tocar cada escala conforme a tabela abaixo:
Fonte: http://www.descomplicandoamusica.com/escala-de-do-maior/
Os tecladistas costumam seguir determinado dedilhado para facilitar a execução das escalas. Esse dedilhado permite uma maior agilidade e precisão na hora da execução. Esta tabela abaixo contém os dedilhados mais utilizados para cada escala:
Fonte: http://www.descomplicandoamusica.com/escala-de-do-maior/
Fonte: http://www.descomplicandoamusica.com/escala-de-do-maior/
Obs: os parênteses significam uma outra opção.
Esses dedilhados poderão ser utilizados nas escalas maiores e menores.
Assista o vídeo abaixo para fixar os conhecimentos:
2. Graus musicais
No ultimo capítulo aprendemos escalas musicais, neste veremos o que são graus musicais.
Graus musicais
O grau musical determina o momento harmônico dentro de uma tonalidade. É uma nomenclatura criada para ajudar o músico na localização dos intervalos. Cada grau é representado por um número romano e recebe um nome próprio.
Se numerássemos a escala de Dó maior da seguinte forma:
Dó (1º grau), Ré (2º grau), Mi (3º grau), Fá (4º grau), Sol (5º grau), Lá (6º grau), Si (7º grau), poderíamos dizer para um amigo, por exemplo: “toque o 5º grau da escala de Dó maior”, e ele saberia que você se refere à nota Sol.
A lógica é a mesma que foi apresentada acima, aplicada a cada nota de interesse. Por exemplo, podemos construir os graus partindo da nota Ré:
Ré (1º grau), Mi (2º grau), Fá (3º grau), Sol (4º grau), Lá (5º grau), Si (6º grau), Dó (7º grau).
Então, o 3º grau de Ré, você saberia que se trata da nota Fá. Observe que estamos trabalhando dentro da escala de dó maior nesses exemplos todos. A escala precisa ser especificada sempre.
Para saber a nota que se refere a algum grau basta contar nos dedos as notas partindo da nota que foi definida como 1º grau. Alguns exemplos, ainda na escala de dó maior:
– Segundo grau de Mi: Fá
– Quarto grau de Sol: Dó
– Sétimo grau de Si: Lá
Assista o vídeo abaixo sobre Graus:
Fonte:
3. Diminuta, aumentada e justa
No ultimo capítulo aprendemos o que são graus musicais, neste veremos desenhos o que é diminuta, aumentada e justa.
E se quiséssemos utilizar uma referência de graus para as demais notas também (C#, D#, F#, G#, A#)? Para isso existe uma definição mais abrangente, como veremos agora:
O que é diminuta, aumentada e justa?
Como já vimos, a primeira nota é representada pelo primeiro grau. Esse grau também pode ser chamado de primeiro grau MAIOR. Vamos utilizar como exemplo de primeiro grau a nota Dó.
Nesse caso, a nota Ré é o segundo grau, também chamado de segundo grau maior. A nota Dó# (ou Ré b), nesse caso, é o segundo grau MENOR.
Essa nomenclatura (“maior” e “menor”) existe para indicar se o intervalo (distância entre as notas) é curto ou longo. No exemplo anterior, o “segundo grau maior” representou o intervalo de um tom, e o “segundo grau menor” representou o intervalo de meio tom.
Portanto, esses nomes foram dados apenas para termos uma indicação da distância entre as notas. Expandindo o conceito para todas as notas, partindo de Dó, teremos o seguinte:
C —> Primeiro grau maior
Db —> Segundo grau menor
D —> Segundo grau maior
Eb—> Terceiro grau menor
E —> Terceiro grau maior
F —> Quarta justa
F#—> Quarta aumentada (ou Quinta diminuta: Gb)
G —> Quinta justa
G#—> Quinta aumentada (ou sexta menor: Ab)
A —> Sexta maior
Bb —> Sétima menor
B —> Sétima maior
Os nomes “aumentada”, “justa” e “diminuta” são apenas uma definição, pois é esse linguajar que você vai encontrar em qualquer livro de música.
A lógica é a mesma que vimos para os nomes “maior” e “menor”. O nome “aumentada” indica um intervalo mais longo e “diminuta” indica um intervalo mais curto. “Justa” fica no meio dessas duas.
É possível utilizar os nomes “maior” e “menor” para todas as notas em vez de utilizar “diminuta”, “aumentada” e “justa”? Sim, é possível. Por enquanto, apenas memorize essas nomenclaturas e o que elas representam. São apenas nomes dados para graus específicos.
Vamos exercitar essa nomenclatura partindo de outras notas além de Dó:
Fonte: http://www.descomplicandoamusica.com/diminuta-aumentada-justa/
A partir do sétimo grau, as notas começam a se repetir, pois o 8º grau já é igual ao 1º grau. Seguindo essa lógica:
– O 8º grau é igual ao 1º grau.
– O 9º grau é igual ao 2º grau.
– O 10º grau é igual ao 3º grau. E assim sucessivamente...
Se não há necessidade de se falar em graus após o sétimo, pelo fato de se repetir, por que então se usam as notações 8º, 9º e 10º? Bom, alguns músicos preferem utilizar esses graus para deixar claro qual oitava deve ser utilizada.
Por exemplo: se estiver escrito em uma cifra Cm6, você irá montar o acorde de dó menor e pegar o sexto grau mais próximo para formar o Cm6. Escrevendo Cm13, você saberia que deve utilizar o sexto grau uma oitava acima, e não o sexto grau mais próximo. A única diferença entre esses dois acordes é um som parcialmente distinta devido à oitava utilizada para o 6º grau.
Podemos nos referir a qualquer nota que quisermos tomando como base alguma nota de referência. Foi necessário dizer anteriormente que os graus seriam conforme o formato da escala maior, mas agora não será mais necessário se vincular a uma escala, pois vamos especificar cada grau separadamente.
Assista o vídeo abaixo sobre Diminuta, Aumentada e Justa:
Fonte:
4. Oitavas
No ultimo capítulo aprendemos o que é diminuta, aumentada e justa, neste veremos o que são oitavas.
Oitavas
Dizer que uma nota está uma oitava acima significa dizer que a nota é a mesma, porém ela está em uma região mais aguda do instrumento.
Em um piano por exemplo, as teclas da esquerda são mais graves do que as teclas da direita. Se você apertar as teclas brancas em sequencia, partindo de dó, da esquerda para a direita, vai seguir a sequência: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó… continuando nesse ciclo até o fim do piano.
Como as notas vão ficando mais agudas, é perceptível que o próximo dó será mais agudo que o anterior. Sempre que se termina um ciclo e a nota volta a ser dó, completa-se uma oitava. Os pianos geralmente possuem cerca de 7 oitavas.
Isso é válido para todas as notas, se partíssemos de Ré, fecharíamos uma oitava quando chegássemos à Ré novamente. A mesma lógica pode ser aplicada para uma oitava abaixo, onde o som fica mais grave.
Obs: “Si” é o 7º grau de dó, fazendo com que Dó seja o oitavo grau. Por isso o nome “oitava”.
Como a música ocidental possui 12 notas (12 semitons), podemos concluir que uma oitava compreende a distância de seis tons. Confira abaixo:
Fonte: http://www.descomplicandoamusica.com/oitavas/
Assista o vídeo abaixo sobre Oitavas:
Fonte:
5. Acordes
No ultimo capítulo aprendemos o que são oitavas, neste veremos o que são os acordes.A maioria das bibliografias define “acorde” como a união de três ou mais notas tocadas simultaneamente. Há inúmeras combinações possíveis de se fazer com notas, resultando nos mais diversos acordes. Então, para facilitar a vida dos músicos, cada acorde recebe um nome.
Esse nome é baseado nas notas fundamentais que conhecemos (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si).
Acordes naturais
Os acordes naturais são acordes que recebem o mesmo nome das notas (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si). Cada um desses acordes é formado por três notas, e existe uma regra para descobrir quem são essas três notas.
As notas que formam os acordes naturais são o primeiro, o terceiro e o quinto graus de suas respectivas escalas.
Um acorde também pode ser maior, menor ou suspenso. Essas nomenclaturas estão relacionadas com o terceiro grau.
Ouça um exemplo do acorde de Dó maior:
Para formar os acordes maiores, você usa o terceiro grau maior.
Para formar os acordes menores, você usa o terceiro grau menor.
Quando o acorde não possui o terceiro grau, ele não pode ser classificado como maior, nem como menor, recebendo o nome de “suspenso”.
Os símbolos utilizados são os seguintes: “m” para dizer que o acorde é menor e “sus” para dizer que o acorde é suspenso.
Quando não houver nenhum desses símbolos, significa que o acorde é maior. Veja os exemplos abaixo:
C - Dó maior
Cm - Dó menor
Csus - Dó suspenso
Já o quinto grau, em ambos os casos (acordes maiores ou menores naturais), é a quinta justa.
Veja abaixo um vídeo sobre acordes no violão:
Fonte:
6. Tríade
No ultimo capítulo aprendemos o que são acordes, neste veremos o que são as tríades.
Quando falamos das três notas que formam os acordes, estamos falando da “tríade” de cada acorde. Esse nome existe para representar as notas básicas que formam um acorde específico.
Na maior parte das vezes, essas notas são o 1º o 3º e o 5º graus, formando os acordes naturais. Nesse caso, podemos ter uma tríade menor ou uma tríade maior, que ambas são as tríades mais comuns.
É possível formar acordes mais complexos, como por exemplo, uma tríade aumentada, uma tríade diminuta ou uma tríade sus4. Confira abaixo:
Tríade maior
É formada pelos graus: 1º maior, 3º maior e quinta justa.
Tríade menor
É formada pelos graus: 1º maior, 3º menor e quinta justa.
Tríade sus4
É formada pelos graus: 1º maior, quarta justa e quinta justa.
Tríade aumentada
É formada pelos graus: 1º maior, 3º maior e quinta aumentada.
Tríade diminuta
É formada pelos graus: 1º maior, 3º menor e quinta diminuta.
Na prática, o mais importante desses conceitos todos é saber que o 1º, 3º e 5º graus são a base (o fundamento) dos acordes, então não é preciso memorizar todas essas tríades.
Assista o vídeo abaixo sobre Tríades:
Fonte:
Referências da Unidade
Descomplicando a Música
Disponível em: http://www.descomplicandoamusica.com/
Acessado em: 23/03/2018